“Relato de um Náufrago” – um livro de Gabriel García Márquez (1927 – 2014)

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Gabriel García Márquez morreu hoje. Provavelmente, seu melhor livro é o unânime “100 anos de solidão”, mas guardo especial carinho pela reportagem “Relato de um Náufrago”, que o Gabo jornalista escreveu sobre um marinheiro que passou 10 dias perdidos no mar, após o naufrágio de um navio cheio de contrabando. Uma espécie de “Vida de Pi” real. Foi minha avó materna que me emprestou o livro e o recomendou. Ela já tinha mais de 80 anos nessa época e eu era um dos seus netos mais novos, filho da sétima filha de oito irmãos. Foi um dos momentos de maior intimidade/troca que eu tive com ela. Uma das boas memórias que guardo da nossa relação e uma das leituras (como “O Anjo Pornográfico”) que me jogaram de cabeça nesse negócio de jornalismo. Gabriel García Marquéz morreu hoje como um dia morreu minha avó e como todos vamos morrer. Sou agradecido por ele ter deixado por seu caminho livros que mudam vidas, engravidam a memória e unem pessoas.

resenhas

Leia: os livros podem te salvar :-D

Hoje o post do Glück Project é sobre uma coisa que os leitores do 3 LIVROS SOBRE amam: leitura. Sim, o projeto que investiga a felicidade dedicou um belo artigo para refletir sobre o amor pela  literatura e a importância de ler. Como diz o texto: livros podem salvar sua vida. Veja um trechinho:

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Cientificamente, já se provou que ler faz muito bem para o ser humano. A leitura retarda suas chances de desenvolver Alzheimeir, melhora sua memória, reduz o estresse e combate a depressão. Mais que isso: ler te ajuda a escrever melhor, aguça o pensamento analítico e aumenta seu conhecimento. E você pode perder sua casa, seu dinheiro e sua família, mas nunca ninguém poderá tirar seu conhecimento. (A não ser que te façam uma lobotomia, é claro.)” (…)

“A Tatiane de Assis, leitora do Glück, nos mandou uma belíssima entrevista com o cineasta Cristiano Burlan – que foi criado na periferia de São Paulo e teve diversos membros de sua família assassinados ao longo de uma vida dura. Entre a pobreza, a marginalidade e a violência; o que mais me impressionou na entrevista de Cristiano foi seu amor pela literatura e as artes. Como a literatura salvou sua vida de um fim trágico.Aliás, arte e cultura têm operado milagres e salvado muita gente de uma morte violenta, como bem lembrou o cantor Criolo. Tem salvado tantas almas quanto as igrejas espalhadas pelo mundo. Mas a literatura não serve de apoio apenas aos marginalizados. Ela ajuda executivos a subirem em suas carreiras, viajantes a conhecerem o globo, apaixonados a fazerem declarações bonitas e deprimidos a enxergarem algum sentido no labirinto da existência.” (…)

qualquer bobagem
Leia o texto completo aqui!

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