7 dicas para ser ser criativo, segundo o livro “Roube como um Artista”

Austin Kleon é um escritor/poeta/desenhista americano que conseguiu emplacar um livrinho muito simples sobre criatividade nos tempos de internet. É esse aqui, que acabou de sair pela Rocco:

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Sua tese, e a do título, é que bons artistas pegam (roubam, por que não?) o máximo possível de referências e ideias alheias para transformá-las em uma criação completamente nova. Ou seja, você gosta do estilo do Machado de Assis? Curte o humor do Laerte? Não tenha vergonha em pegá-los para você.

O livro traz 10 dicas numeradas sobre criatividade. Escolhi aqui outras sete que ele cita e que podem passar batidas, mas que julgo tão importante quanto as outras. Lá vai:

  1. Tenha uma rede de ídolos

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    Miles Davis, John Lennon e Yoko Ono curtindo uma boa.

    “Mastigue um pensador – escritor, artista, ativista, alguém exemplar – que você realmente ame. Estudo tudo que há para se conhecer sobre esse pensador. Em seguida, encontre três pessoas que esse pensador amou e descubra tudo sobre elas. Repita isso quantas vezes puder. Vá subindo na árvore o mais alto possível.”

  2. Seja ajuizado com dinheiro

    Não.

    Não.

    “Aprenda a lidar com dinheiro o mais cedo que puder. (…) Organize um orçamento. Viva dentro das suas possibilidades. Leve uma quentinha para o almoço. Guarde as moedinhas. Poupe o máximo que puder. Tenha a formação e a educação que precisa pelo preço mais baixo que achar. Diga não a apostas, a cafezinhos caros, e àquele novo computador bacana quando o seu antigo ainda funciona bem.”

  3. Se aproxime do talento

    Vem que tem.

    Vem que tem.

    “Você será tão bom quanto as pessoas das quais você se cerca. No espaço digital, isso significa seguir as melhores pessoas online – as pessoas que são muito mais espertas e melhores que você, as pessoas que estão interessantes. Preste atenção nos assuntos sobre os quais eles falam, o que estão fazendo, o que estão compartilhando. (…) Se você alguma hora perceber que é a pessoa mais talentosa da sala, está na hora de achar outro lugar para você.”

  4. Parta para ver o mundo

    Abra seus horizontes.

    Abra seus horizontes.


    “Seu cérebro fica confortável demais no cotidiano que o cerca. Você precisa deixá-lo desconfortável. Precisa passar um tempo em outra terra, entre pessoas que fazem coisas de uma maneira diferente da sua. Viajar faz o mundo parecer novo.”

  5. Tenha muitos hobbies

    É um hobby e é o almoço.

    É um hobby e é o almoço.

    “Se você tem duas ou três paixões, não sinta como se precisasse escolher entre elas e ficar com uma. Não descarte. Mantenha todas suas paixões na sua vida.”

  6. Faça tudo ao mesmo tempo

    Tudo ao mesmo tempo agora.

    Tudo ao mesmo tempo agora.

    “São os projetos paralelos que realmente decolam. Projetos paralelos são as coisas que você pensou que eram apenas distrações. Coisas que são só brincadeira. É aí que tudo acontece.”

  7. Use seu corpo

    Eu me remexo muito.

    Eu me remexo muito.

    “É preciso achar uma maneira de fazer com que nosso corpo seja parte do trabalho. (…) Sabe aquela frase ‘pôr o corpo para trabalhar’? Isso é o que há de tão legal na criação: se simplesmente começarmos a nos movimentar, se arranharmos um violão, ou embaralharmos anotação e recados numa mesa de reunião, ou começarmos a modelar barro, a ação dispara nosso cérebro e o leva a pensar.”

    -Compre o livro

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O segredo para escrever boas personagens femininas, de acordo com George R. R. Martin

Perguntado mais uma vez (até quando, hein?) como o autor de “Guerra dos Tronos” fazia para inventar personagens femininas tão fortes e complexas, George R. R. Martin deu a resposta definitiva. E um belo chega-pra-lá.

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“Entrevistador: Tem uma coisa que é realmente interessante nos seus livros: você escreve personagens femininas muito boas e muito diferentes entre si. De onde vem isso?

George R. R. Martin: Sabe, eu sempre considerei que as mulheres fossem… pessoas mesmo.”

Chocante, né?

Via Buzz Feed, que colecionou outras perguntas igualmente cretinas sobre o assunto.

qualquer bobagem

 

7 livros para ser uma pessoa melhor

Livros são armas poderosas para tornar o mundo um lugar melhor. Aqui algumas sugestões de leitura para você se sentir melhor também.

1) “O Filho de Mil Homens”, Valter Hugo Mãe (Cosac Naify)

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Crisóstomo tem 40 anos e nunca teve filhos – sua maior tristeza. Sedento por uma família, ele acaba inventando uma com as pessoas que encontra ao seu redor: indivíduos inesperados –  tristes ou abandonados. E acaba provando que isso é tão família quanto todas as outras. Um livro belo e sensível.

2) “Ensaio Sobre a Cegueira”, José Saramago (Companhia das Letras)

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Quando a humanidade inteira (com exceção de uma mulher ) fica cega, aos poucos, todas as regras sociais se esvaem. O que sobra é o pior dos homens: a covardia, o egoísmo, a violência. Às vezes, é preciso ir até o inferno e voltar para se tornar alguém melhor. É o que você vai sentir lendo esse livro.

3) “Abusado”, Caco Barcellos (Record)

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Para escrever sobre os bastidores do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, Barcellos subiu o morro Santa Marta e acompanhou de perto a vida de Juliano VP, pseudônimo de um dos chefes do tráfico local. É uma história dura, cruel – e serve para repensar a vida inteira.

4) A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen“, Eugen Herrigel

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“(…) não se deve envergonhar pelos tiros errados. Da mesma maneira, não deve felicitar-se pelos que se realizam plenamente. O senhor precisa libertar-se desse flutuar entre o prazer e o desprazer. Precisa aprender a sobrepor-se a ele com uma descontraída imparcialidade, alegrando-se como se outra pessoa tivesse feito aqueles disparos. Isso também tem que ser praticado incansavelmente, pois o senhor não imagina a importância que tem.” Atingir o equilíbrio, evitar a busca pelo prazer ou tristeza pela falha, preocupar-se mais com o ato do que com suas conseqüências. Seguir os instintos. “Comer quando se tem vontade de comer e dormir quando se tem vontade de dormir”. Esses são alguns ensinamentos dessa bela introdução à filosofia oriental

5) “Germinal”, Emilé Zola 

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Como um jornalista gonzo do século XIX, Émile Zola passou dois meses vivendo com os mineiros de carvão da França para escrever sua obra-prima, “Germinal”, um relato fiel da dura vida dos carvoeiros e do começo dos movimentos operários. Neste belo trabalho, não existem heróis ou vilãos, tanto burgueses quanto proletários são capazes de ações desprezíveis e veneráveis. Importante para abandonarmos nossa visão maniqueísta de mundo e para enxergarmos com menos preconceito a vida dos que nascem com menos.

6) “1984”, George Orwell (Companhia das Letras)

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A história aterrorizante do funcionário público que tenta se rebelar contra um estado autoritário,, manipulador e violento, liderando por um chefe onisciente e cruel, vai fazer você valorizar o nosso mundo – e vai despertar a sua vontade de lutar contra qualquer tentativa de ditadura ou autoritarismo na vida real.

7) “O Escolhido Foi Você”, Miranda July (Companhia das Letras)

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Quando Miranda July resolveu conhecer de perto a vida das pessoas que anunciam seus bens nos classificados locais, acabou trombando com algo que não esperava: histórias de vida banais, mas tão sinceras e humanas, que fazem com que ela repense sua própria existência. O mesmo vai acontecer com você.

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3 livros sobre… ser mulher

A convite da querida Juliana de Faria, do Think Olga, projeto bacana que quer pensar e discutir a feminilidade, elaborei esta lista. Vocês concordam?

1) “Casa de Bonecas”, Henrik Ibsen (Veredas)

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Como tantas outras obras do século 19, esta também é protagonizada por uma heroína meio fútil, em crise com seu casamento, esposa de um marido bem sucedido, com três filhos para criar. Mas, ao contrário das outras obras do século 19, nesta, a protagonista não trai o homem e acaba morta e humilhada. Nesta, Nora decide largar tudo – o marido, a casa, os filhos – para (o horror, o horror!) tentar ser feliz. E traz o seguinte diálogo:

Helmer: Você seria capaz de negar a tal ponto seus deveres mais sagrados?
Nora: E quais são meus deveres mais sagrados, no seu parecer?
Helmer: E sou eu quem precisa dizer isso? Não serão os que você tem para com seu marido e seus filhos?
Nora: Tenho outros tão sagrados como esses.
Helmer: Não tem. Quais poderiam ser?
Nora: Meus deveres para comigo mesma. (…) Creio que antes de mais nada, sou um ser humano tanto quanto você…

E Nora sai para nunca mais voltar. Um ano antes da publicação da peça, em 1878, Ibsen havia escrito que “uma mulher não pode ser ela mesma na sociedade contemporânea. A sociedade é masculina, com leis escritas por homens e com tribunais e juízes que julgam as mulheres a partir de um ponto de vista masculino”. Se você, mulher moderna do século 21, nunca sentiu isso na pele, considere-se sortuda. Fica difícil ser mais atual do que Ibsen.

2) “A Casa dos Budas Ditosos”, João Ubaldo Ribeiro (Objetiva)

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O enredo é famoso: são as memórias sexuais de uma senhora baiana de 68 anos, narrados em forma de conversa. Masturbação, sexo anal, relações com mulheres, estupro (que ela cometeu), incesto (com o irmão dela) y otras cositas más: não há nada que você possa imaginar que essa protagonista não fez – duas vezes. O tema recorrente são as possibilidades da sexualidade feminina: parecem maiores, são mais sutis – são mais buracos, afinal. E ainda traz uma pensata: “não se pode querer ver a afirmação da mulher como uma vingança, agora vamos descontar e assim por diante, essa barbárie insuportável. Então, porque supostamente os homens nos oprimiram ao longo da História, agora é a nossa vez de oprimir os homens, para eles verem o que é bom. Não concebo estupidez maior, substituir uma merda por outra, (…) O próprio machismo se voltou contra os machões, tornou o homem prisioneiro dele mesmo, obrigado a não chorar, não broxar, não afrouxar, não pedir penico.” É bom para checar como anda o machismo dentro de cada uma de nós: se você acha que homem não chora, não broxa, tem que pagar a conta no primeiro encontro, além da do motel, e ainda segurar a porta para você entrar, então é triste dizer, mas moças, somos machistas também.

3) “O Poder no Mito”, Joseph Campbell

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O livro é uma longa entrevista com Joseph Campbell, professor de literatura&mitologia&religião americano, conduzido pelo jornalista Bill Moyers. Vida, morte, felicidade, o sentido das coisas: tudo é tratado em suas 295 páginas. Moyers insiste nas perguntas de gênero (por que é a mulher a culpada pelo pecado original? qual é o papel dela nas religiões orientais? por que a reza começa com “pai nosso que está no céu” e não “mãe nossa que esta no céu?”) e Campbell não parece muito preocupado com o assunto, responde tudo rapidamente. Ainda assim, o que ele fala é valioso. Para todas as culturas, das tribos norte-americanas às comunidades indianas, o poder da mulher é o da vida – ela que gera e traz à luz todos os seres vivos, e é responsável também pela fertilidade: a dela mesma e a da Terra. Para os homens, sobram os poderes restantes: a guerra, o sacrifício, a transformação. Mas não a vida. Para nós, mulheres modernas preocupadas com a carreira, os impostos, um mundo melhor, é algo que às vezes esquecemos. Mas que não deveríamos. Poder gerar uma vida é incrível. Não há nada mais feminino – e feminista – do que isso.

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Os 14 melhores começos de livros da História

1) “A Metamorfose”, Franz Kafka (Companhia das Letras)

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“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.

2) “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis (Globo)

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“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mais um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.”

3) “Lolita”, Vladimir Nabokov (Alfaguara)

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“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha alma, meu pecado. Lo-li-ta: a ponta da língua toca em três pontos consecutivos do palato para encostar, ao três, nos dentes. Lo. Li. Ta.”

4) “Coração Tão Branco”, Javier Marias (Companhia de Bolso)

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“Eu não quis saber, mas soube que uma das meninas, quando já não era menina e não fazia muito voltara de sua viagem de lua-de-mel, entrou no banheiro, pôs-se diante do espelho, abriu a blusa, tirou o sutiã e procurou o coração com a ponta da pistola do próprio pai, que estava na sala de almoço com parte da família e três convidados.”

5) “Anna Kariênina”, Leon Tolstoi (Cosac Naify)

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“Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma a sua maneira.”

6) “Macunaíma”, Mário de Andrade 

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“No fundo do Mato-Virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.”

7) “A Bíblia Sagrada”, vários autores

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“No princípio, Deus criou os céus e a terra.”

8) “Moby Dick”, Herman Melville (Cosac Naify)

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“Trate-me por Ishmael. Há alguns anos – não importa quantos ao certo -, tendo pouco ou nenhum dinheiro no bolso, e nada em especial que me interessasse em terra firme, pensei em navegar um pouco e visitar o mundo das águas.”

9) “O Som e a Fúria”, William Faulkner (Cosac Naify)

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“Do outro lado da cerca, pelos espaços entre as flores curvas, eles estavam tacando. Eles foram para o lugar onde estava a bandeira e eu fui seguindo junto à cerca. Luster estava procurando na grama perto da árvore florida. Eles tiraram a bandeira e aí tacaram outra vez. Então puseram a bandeira de novo e foram até a mesa, e ele tacou e o outro tacou. Então eles andaram, e eu fui seguindo junto à cerca. Luster veio da árvore florida e nós seguimos junto à cerca e eles pararam e nós paramos e eu fiquei olhando através da cerca enquanto Luster procurava na grama.”

10) “Grande Sertão: Veredas”, Guimarães Rosa (Nova Fronteira)

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“Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem, não, Deus esteja. Alvejei mira em árvore, no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço; gosto, desde mal em minha mocidade. Daí vieram me chamar. Causa de um bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser-se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram: eu não quis avistar.”

12) “Fim de Partida”, Samuel Beckett (Cosac Naify)

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“Acabou, está acabado, quase acabando, deve estar quase acabando.”

11) “O Tambor”, Günter Grass (Nova Fronteira)

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“Confesso: estou internado num asilo de alienados, o meu enfermeiro observa-me, tem-me quase sempre debaixo de olho; é que na porta há uma vigia e os olhos do meu enfermeiro são de um castanho que não consegue penetrar o azul dos meus.”

13) “Cem Anos de Solidão”, Gabriel García Márquez (Record)

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“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Beundía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”

14) “O Filho de Mil Homens”, Valter Hugo Mãe (Cosac Naify)

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“Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho. Chamava-se Crisóstomo.”

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7 livros que toda criança deveria ler*

*E se você é um adulto que ainda não os leu: está esperando o que?

7) “O mistério do cinco estrelas”, Marcos Rey (Ática)
Léo, Ângela e Gino são três jovens detetives que investigam assassinatos, sequestros e assaltos – completamente sozinhos. É o sonho de toda criança. Vale ler este ou qualquer outro da série: “Um cadáver ouve rádio”, “O rapto do garoto de ouro” ou “Um rosto no computador”. Saudosa Coleção Vagalume.

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6) “O pequeno príncipe”, Antoine de Saint-Exupéry (Agir)
Nem que seja para entender por que, raios, esse foi o livro favorito de 10 entre 10 misses do passado (dica: ele não é lá muito intelectualmente estimulante). E de onde surgiu o “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E por que é uma historinha adorável.

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5) “Reinações de Narizinho”, Monteiro Lobato (Globo)
Toda criança precisa conhecer “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”. Nada melhor para isso, então, do que começar por “Reinações…”, introdução aos personagens e pontapé inicial da série.

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4)  “Contos de fada”, irmãos Grimm (Cosac Naify)
Intrigas familiares, magia negra, violência, e um pouco de sacanagem: de inocentes, os contos-de-fada originais não têm nada. Muito melhor que qualquer filme da Disney. Essa edição abaixo contém os contos originais, antes da censura que os próprios Grimm fariam mais para frente. Se jogue.

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3) “O Hobbit”, J. R. R. Tolkien (Martins Fontes)
Ninguém precisa ler as mil páginas de “Senhor dos Anéis” na infância. Mas seu preâmbulo, a história do pequeno ser de pés peludos que é arrancando de sua pacata casa para viver uma grande aventura, deveria ser presente de natal obrigatório para toda criança.

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2) “A ilha do tesouro“, Robert Louis Stevenson (L&PM)
Mapa do tesouro, expedições marítimas, uma ilha deserta e muitos piratas: quem não adoraria um enredo desses?

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1) “Alice no país das Maravilhas“, Lewis Carroll (Cosac Naify)
Porque é Alice. Porque tem alguns dos personagens mais encantadores de toda literatura (oi, Chapeleiro Maluco) e porque ainda brinca com a linguagem (trocadilhos, charadas, rimas) para contar a aventura da menininha que se perde num mundo fantástico. Um dos melhores livros para se ler. Em qualquer faixa etária.

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Livrarias e bibliotecas de Bogotá

A Colômbia consegue a incrível façanha de ter um nível de leitura ainda mais baixo do que o do Brasil (a média é de 2,2 livros lidos ao ano por habitante, enquanto que aqui estamos com 4, segundo a Unesco). Mas isso não quer dizer que não existam alguns bons cantinhos literários por lá. Em Bogotá, estive em dois.

O Centro Cultural Gabriel García Marquez:

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E a linda biblioteca pública Luis Ángel Arango:

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A biblioteca é imensa, gratuita, e ainda tem um terraço com vista para os Andes. Estes dias, anda tendo por lá uma exposição de jovens ilustradores colombianos. Olha só:

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