3 haicais sobre… animais

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1)Dá pra aceitar?
Baleia não é peixe
Mas vive no mar

2)Muito gigante
Deve ser cocô bege
Do elefante

3)Sem preconceitos!
Hamsters e ratos têm
mesmos direitos

Esses 3 haicais fazem parte do livro “Haicais Animais” do escritor e criador do blog 3 LIVROS SOBRE, Fred Di Giacomo. Se você quiser comprar o livro de dia das crianças para o seu filho é só clicar aqui. 

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listas

3 livros para ateus

Religião para Ateus“, Alain De Botton.

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Ao contrário do que muita gente pensa, o principal objetivo dos ateus no mundo não é pregar o satanismo ou acabar com a sua religião favorita. (Mesmo porque, quem não acredita em Deus também não acredita em Satã, né, moçada?) No livro “Religião para Ateus“, do filósofo pop Alain de Botton, o que se propõe é uma forma de organização e religiosidade para quem não crê no pacote “Deus, vida após a morte e milagres”. Botton procura aprender com as práticas e os ritos das religiões e  procura, também, trazer essas práticas para o mundo de quem não crê em Deus. Ele enxerga vantagens em organizar sermões sobre a vida prática, por exemplo, coisa que sua “Escola pra vida” já faz. Um bom livro para ajudar os ateus a recuperarem o senso de comunidade e conforto que geralmente vem atrelado a algum tipo de religião.

O Anticristo“, Nietzsche.

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Polêmico, mal lido e admirado por muitos jovens, o pensador e filólogo Friedrich Nietzsche virou uma espécie de Che Guevara da filosofia  – com seu rosto bigodudo estampado em camisetas e capas de livro. Atrás do hype, encontra-se uma filosofia sólida na qual “O Anticristo” é talvez um dos livros mais fáceis de digerir. Aqui, Nietzsche não perde tempo falando do “anticristo” bíblico. O alemão usa seu livro para criticar duramente o catolicismo (e algumas outras religiões como o budismo e os luteranos) e no final até cria uma “lei contra o cristianismo”.  O objetivo de Nietzsche é pregar uma vida em que os homens possam ser felizes sem crenças proibitivas e dogmas que os impeçam de realizar-se plenamente.

O Evangelho Segundo Jesus Cristo“, José Saramago

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Como seria um evangelho escrito de acordo com o ótica de um Jesus mais humano, cheio de dúvidas, desejos e   cuja tragédia é inevitável destino traçado por seu pai? José Saramago cria em “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” uma obra-prima provocativa e reflexiva que reinterpreta a visão dos evangelhos de uma maneira bonita e solidária.

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3 livros… para conquistar mulheres meio intelectuais, meio de esquerda

1) “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”, Mia Couto (Companhia das Letras)

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Quem resistiria a trechos como esse: “Dormir com alguém é a intimidade maior. Dormir, isso é que é íntimo. Um homem dorme nos braços de uma mulher e a sua alma se transfere de vez. Nunca mais encontra suas interioridades”? Eu sei que eu não. Mia Couto é um moçambicano que ama palavras, mas ama tanto mesmo que resolve inventar um monte a cada novo livro que escreve (ele nunca escondeu que sua maior inspiração é Guimarães Rosa – ah tá). Neste aqui, ele narra a história de Marianinho, que retorna a sua ilha-natal, Luar-do-chão, para se despedir e enterrar seu avô, preso anda num estado misterioso de morre-não-morre. Durante sua estadia, o rapaz se depara com seu passado e descobre segredos que a família tentava esconder, inclusive sobre a morte de sua mãe, Mariavilhosa. Olha o nome dessas pessoas/lugares. Não tem como não se encantar.

2) “A insustentável leveza do ser”, Milan Kundera (Companhia das Letras)

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A história se passa em Praga, no fim da década de 1960, bem no meio da Primavera que leva o nome da cidade. Narra a vida de três personagens: Tomas, um médico mulherengo, sua esposa Teresa e a amante de Tomás, Sabina, uma artista maluquinha, daquelas que só se envolvem com homens casados, apenas para deixá-los perdidamente apaixonados. É ela, Sabina, que tenta tocar a vida com “a insustentável leveza do ser”. O livro é recheado de triângulos amorosos, passagens de sexo caliente (“Tomas mandou Sabina andar inteiramente nua sobre um espelho”) e citações filosóficas, de Nietzsche, de Kafka, de Beethoven (ele faz algo parecido com filosofia) – tudo em meio a uma sociedade em crise. Irresistível.

3) “Budapeste”, Chico Buarque (Companhia das Letras)

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Chico Buarque, para desespero de todos os homens da nação, além de compor, cantar e tocar, também escreve – e bem. Neste livro, o ghostwriter carioca José Costa acaba na Hungria, onde se envolve com uma local, Krista. Apaixonado pela dama e pela língua húngara (“a única que o diabo respeita”), José vira Zsoze Kósta, se esquece de voltar para sua mulher no Rio, a Vanda, e adota Budapeste como novo lar. É nesse pano de fundo que José, finalmente, vira um best-seller no mundo dos autores anônimos. No meio desse amor dividido – entre duas mulheres, duas pátrias, duas línguas – quem sai apaixonado é o leitor.

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