45 livros e HQs que li (e me inspiraram) em 2013, por Fred Di Giacomo

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Bem-vindos a 2014! Começo de ano é época de retrospectiva nerd com a querida listinha de livros lidos . Como já escrevi antes, acredito que os livros sejam os melhores professores que você pode encontrar na vida. Em 2013, me dediquei a ler um pouco mais de filosofia para preencher minha lacuna teórica e escrever os artigos sobre felicidade para o Glück Project (projetinho que tenho tocado nos últimos 4 meses, direto da Alemanha). Entre os 45 volumes que li, passei por obras de Aristóteles, Platão, Freud, Bertrand Russel e Lauzi, que me ajudaram a entender um pouco mais o que chamamos de “felicidade”. Também aproveitei meus 6 meses sabáticos e gastei um bom tempinho lendo milhares de páginas da série “Crônicas de Gelo e Fogo” (Game of Thrones) e me dediquei a alguns clássicos como “Moby Dick” e “The Tempest”, do Shakespeare. E, desta vez, reuni na listinha todos quadrinhos lidos no ano. Corri atrás do atraso e fui ler alguns clássicos das HQS como “Sandman”, “V de Vingança” e “Diomedes”. Os três são uma aula de storytelling muito legal pra quem se interessa pela fusão de imagem e texto.

As regras da brincadeira: 
1)As avaliações são de quanto me diverti e gostei da ler cada livro. Não estou levando em conta a importância histórica, relevância e influência de cada obra. Por isso Miranda July ganha de Aristóteles
2)Eliminei os decimais, então livros que eram 4,5 viraram 4, por exemplo. 
3)Não avalio livros de amigos, parceiros, nem o meu próprio. Não seria justo.
4)O que valem é quantidade de carinhas felizes pra cada livro. A ordem dos livros não altera o produto.
5) Quando li o livro em inglês, deixei o título em inglês. 

🙂 🙂 🙂🙂 🙂 
O mal-estar da CulturaSigmund Freud
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No que acredito
, Bertrand Russell
Moby Dick, Herman Melville
Tao Te Ching, Lauzi
Barba ensopada de sangue, Daniel Galera 
V for Vendetta (HQ),
Allan Moore e David Lloyd
Just Kids, Patti Smith
O escolhido foi você, Miranda July
Casa de Bonecas, Henrik Ibsen
A República
, Platão
The Tempest, William Shakespeare
Sandman: Preludes and Nocturnes (HQ), Neil Gaiman
A Tormenta de Espadas: As Crônicas de Gelo e Fogo Vol. 3, George R. R.

🙂 🙂 🙂 🙂
Diomedes (HQ), Lourenço Mutarelli
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Ética a Nicômaco
, Aristóteles
Roube como um artista, Austin Kleon
Charles Bukowski: Locked in the arms of crazy life, Howard Sounes
Down and Out in Paris and London, George Orwell
Malagueta, Perus e Bacanaço, João Antônio
A dança dos dragões
,
George R. R. Martin
Homage to Catalonia, George Orwell 
O Clube do Suicídio,
Robert Louis Stevenson
Dias de Luta: o rock e o Brasil dos anos 80, Ricardo Alexandre
O Chamado de Cthulhu e outros contos, H.P. Lovercraft
A visita cruel do tempo
, Jennifer Egan
Fábulas Chinesas, organização e tradução de Sérgio Capparelli & Márcia Schmaltz

🙂 🙂 🙂
O festim dos corvos, George R. R. Martin
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Galáxias, Haroldo de Campos
This is a Call: Life and times of Dave Grohl
, Paul Brannigan
Mundo Pet (HQ), Lourenço Mutarelli
Epilético 2 (HQ) , David B.
ENVIE MEU DICIONÁRIO: Cartas e Alguma poesia, Paulo Leminski e Régis Bonvicino
Hard Art: DC 1979
, Lucian Perkins e Alec McKaye
My Dirty Dumb Eyes (HQ), Lisa Hanawalt
Metallica: A Biografia, Mick Wall
Tudo o que toca o olhar, Francesca Cricelli
Bichos do Lixo, Ferreira Gullar

🙂 🙂
O amor é um cão dos diabos,
Charles Bukowski
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Topsy Turvy (HQ),
Jason Jägel 
A segunda vida de Djon de Nha Bia
, Nuno Rebocho
Gasoline, Gregory Corso

🙂
Prontuário 666 (HQ) , Samuel Casal
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O estuprador deprimido e outras pessoas comuns, Leonardo Vinhas

Livros de brothers
Haicais Animais, Fred Di Giacomo
Big Jato, Xico Sá

– Se você curtiu a lista, pode encontrar os livros no site da Livraria Cultura

3 haicais sobre… animais

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1)Dá pra aceitar?
Baleia não é peixe
Mas vive no mar

2)Muito gigante
Deve ser cocô bege
Do elefante

3)Sem preconceitos!
Hamsters e ratos têm
mesmos direitos

Esses 3 haicais fazem parte do livro “Haicais Animais” do escritor e criador do blog 3 LIVROS SOBRE, Fred Di Giacomo. Se você quiser comprar o livro de dia das crianças para o seu filho é só clicar aqui. 

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listas

3 livros para crianças que os adultos adoram

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carrol
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“Alice no País das Maravilhas” surgiu das histórias criadas de improviso por Lewis Carrol para entreter a pequena Alice Liddel e seus irmãos num passeio de barco. O livro (e sua sequência “Alice no Outro lado do Espelho”) acabou se tornando um dos maiores clássicos da literatura mundial, tendo influenciado romances cabeçudos como “Finnegans Wake” de James Joyce e a prestigiada séria de quadrinhos “Sandman”, de Neil Gaiman.

Onde vivem os monstros, Maurice Sendak
Maurice Sendak - Onde vivem os monstros

O clássico americano “Onde vivem os monstros” – criado pelo ilustrador e escritor Maurice Sendak – talvez seja o livro mais “infantil” da nossa lista, mas acabou ganhando um status cult nos EUA ao aliar grande arte, texto minimalista e sentimentos negativos vividos pelas crianças como raiva, tédio e angústia. Deu origem a um filme sombrio e adulto de mesmo nome, dirigido por Spike Jonze.

O pequeno príncipe, Saint-Exupéry
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Livro predileto das misses desse mundão de meu Deus, “O pequeno príncipe” – terceiro livro mais traduzido no mundo – esconde atrás de sua cara infantil fartas camadas de filosofia pop. A leitura do clássico existencialista de Saint-Exupéry, tavez até agrade mais adultos, já que pode soar tediosa para crianças pequenas.

Leia também:
-Resenha completa do livro “Onde vivem os monstros”
-7 livros que toda criança deveria ler

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3 livros para NÃO ler quando você tomar um pé na bunda

Acabou de terminar um romance e está a fim de ler um pouco para distrair a cabeça? PASSE LONGE DESTES 3 livros! A listinha que elaboramos abaixo reúne 3 histórias de amor com final infeliz, e que foram muito importantes para o seu tempo.

Atenção, o blog 3 LIVROS SOBRE adverte: Evite ler após um pé na bunda
1) Os sofrimentos do jovem Werther, J. Wolfgang von Goethe – Editora Nova Alexandria
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Lembra quando a música “Suicide Solution” do Ozzy Osbourne foi acusada de incentivar o suicídio de centena de jovens? Pois é, o impacto deste romance alemão  foi parecido na Europa do século XVIII. Marco do romantismo e da cultura alemã, “Os sofrimentos do jovem Werther” narra – através  de cartas – uma paixão arrebatadora que levará o apaixonado do título à tragédia. Fique longe se você estiver com o coração partido.

2) Bonsai, Alexandro  Zambra – Cosac Naif
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Primeiro romance do poeta chileno Alejandro Zambra, “Bonsai” é uma narrativa curta e contemporânea de uma história de amor entre dois jovens universitários. O primeiro parágrafo já entrega o enredo deste livro minimalista de final trágico: “No final ela morre e ele fica sozinho, ainda que na verdade ele já tivesse ficado sozinho antes da morte dela, de Emilia. Digamos que ela se chama ou se chamava Emilia e que ele se chama, se chamava e continua se chamando Julio. Julio e Emilia. No final, Emilia morre e Julio não morre. O resto é literatura.”

3) Romeu e Julieta, William Shakespeare – Martin Claret

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Um clichê necessário, “Romeu e Julieta” – peça de William Shakespeare – é o grande símbolo do amor impossível. Na Itália renascentista, dois jovens de famílias rivais se apaixonam loucamente. O amor proibido vai levar o jovem casal à morte depois de uma sequência de erros e falhas de comunicação impossíveis de se repetirem nos nossos tempos de celular e redes sociais. O enredo da peça tem sua origem na Grécia Antiga, mas a versão de Shakespeare acabou se tornando a definitiva e ainda ganha inúmeras adaptações para teatro, literatura e cinema.

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7 dicas para ser ser criativo, segundo o livro “Roube como um Artista”

Austin Kleon é um escritor/poeta/desenhista americano que conseguiu emplacar um livrinho muito simples sobre criatividade nos tempos de internet. É esse aqui, que acabou de sair pela Rocco:

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Sua tese, e a do título, é que bons artistas pegam (roubam, por que não?) o máximo possível de referências e ideias alheias para transformá-las em uma criação completamente nova. Ou seja, você gosta do estilo do Machado de Assis? Curte o humor do Laerte? Não tenha vergonha em pegá-los para você.

O livro traz 10 dicas numeradas sobre criatividade. Escolhi aqui outras sete que ele cita e que podem passar batidas, mas que julgo tão importante quanto as outras. Lá vai:

  1. Tenha uma rede de ídolos

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    Miles Davis, John Lennon e Yoko Ono curtindo uma boa.

    “Mastigue um pensador – escritor, artista, ativista, alguém exemplar – que você realmente ame. Estudo tudo que há para se conhecer sobre esse pensador. Em seguida, encontre três pessoas que esse pensador amou e descubra tudo sobre elas. Repita isso quantas vezes puder. Vá subindo na árvore o mais alto possível.”

  2. Seja ajuizado com dinheiro

    Não.

    Não.

    “Aprenda a lidar com dinheiro o mais cedo que puder. (…) Organize um orçamento. Viva dentro das suas possibilidades. Leve uma quentinha para o almoço. Guarde as moedinhas. Poupe o máximo que puder. Tenha a formação e a educação que precisa pelo preço mais baixo que achar. Diga não a apostas, a cafezinhos caros, e àquele novo computador bacana quando o seu antigo ainda funciona bem.”

  3. Se aproxime do talento

    Vem que tem.

    Vem que tem.

    “Você será tão bom quanto as pessoas das quais você se cerca. No espaço digital, isso significa seguir as melhores pessoas online – as pessoas que são muito mais espertas e melhores que você, as pessoas que estão interessantes. Preste atenção nos assuntos sobre os quais eles falam, o que estão fazendo, o que estão compartilhando. (…) Se você alguma hora perceber que é a pessoa mais talentosa da sala, está na hora de achar outro lugar para você.”

  4. Parta para ver o mundo

    Abra seus horizontes.

    Abra seus horizontes.


    “Seu cérebro fica confortável demais no cotidiano que o cerca. Você precisa deixá-lo desconfortável. Precisa passar um tempo em outra terra, entre pessoas que fazem coisas de uma maneira diferente da sua. Viajar faz o mundo parecer novo.”

  5. Tenha muitos hobbies

    É um hobby e é o almoço.

    É um hobby e é o almoço.

    “Se você tem duas ou três paixões, não sinta como se precisasse escolher entre elas e ficar com uma. Não descarte. Mantenha todas suas paixões na sua vida.”

  6. Faça tudo ao mesmo tempo

    Tudo ao mesmo tempo agora.

    Tudo ao mesmo tempo agora.

    “São os projetos paralelos que realmente decolam. Projetos paralelos são as coisas que você pensou que eram apenas distrações. Coisas que são só brincadeira. É aí que tudo acontece.”

  7. Use seu corpo

    Eu me remexo muito.

    Eu me remexo muito.

    “É preciso achar uma maneira de fazer com que nosso corpo seja parte do trabalho. (…) Sabe aquela frase ‘pôr o corpo para trabalhar’? Isso é o que há de tão legal na criação: se simplesmente começarmos a nos movimentar, se arranharmos um violão, ou embaralharmos anotação e recados numa mesa de reunião, ou começarmos a modelar barro, a ação dispara nosso cérebro e o leva a pensar.”

    -Compre o livro

listas

 

3 livros para ateus

Religião para Ateus“, Alain De Botton.

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Ao contrário do que muita gente pensa, o principal objetivo dos ateus no mundo não é pregar o satanismo ou acabar com a sua religião favorita. (Mesmo porque, quem não acredita em Deus também não acredita em Satã, né, moçada?) No livro “Religião para Ateus“, do filósofo pop Alain de Botton, o que se propõe é uma forma de organização e religiosidade para quem não crê no pacote “Deus, vida após a morte e milagres”. Botton procura aprender com as práticas e os ritos das religiões e  procura, também, trazer essas práticas para o mundo de quem não crê em Deus. Ele enxerga vantagens em organizar sermões sobre a vida prática, por exemplo, coisa que sua “Escola pra vida” já faz. Um bom livro para ajudar os ateus a recuperarem o senso de comunidade e conforto que geralmente vem atrelado a algum tipo de religião.

O Anticristo“, Nietzsche.

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Polêmico, mal lido e admirado por muitos jovens, o pensador e filólogo Friedrich Nietzsche virou uma espécie de Che Guevara da filosofia  – com seu rosto bigodudo estampado em camisetas e capas de livro. Atrás do hype, encontra-se uma filosofia sólida na qual “O Anticristo” é talvez um dos livros mais fáceis de digerir. Aqui, Nietzsche não perde tempo falando do “anticristo” bíblico. O alemão usa seu livro para criticar duramente o catolicismo (e algumas outras religiões como o budismo e os luteranos) e no final até cria uma “lei contra o cristianismo”.  O objetivo de Nietzsche é pregar uma vida em que os homens possam ser felizes sem crenças proibitivas e dogmas que os impeçam de realizar-se plenamente.

O Evangelho Segundo Jesus Cristo“, José Saramago

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Como seria um evangelho escrito de acordo com o ótica de um Jesus mais humano, cheio de dúvidas, desejos e   cuja tragédia é inevitável destino traçado por seu pai? José Saramago cria em “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” uma obra-prima provocativa e reflexiva que reinterpreta a visão dos evangelhos de uma maneira bonita e solidária.

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5 marcadores de páginas muito criativos para seus livros

Hey, depois do sucesso do post com “3 marcadores de livros criativos e divertidos“, resolvemos reunir mais 5 exemplos bem legais de bookmarks pra vocês. Esperamos que gostem! 😀

1) Marcadores inspirados em clássicos como “Moby Dick” e “O Chamado de Ctulhu”

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Tirado desse behance aqui

2) Bonequinhas de papel super estilosas
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Garimpado nesse blog aqui

3) Mancha de sangue

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Dá pra compra ele aqui.

4) O anúncio que é uma barata
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Esse aí é um anúncio de exterminador de insetos em formato de marcador de livro. Gênio, né?

5) Não meta o nariz do livro dos outros
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Gostou? Dê uma fuçada no site dos caras!

qualquer bobagem

3 quadrinhos eróticos para mulheres

por Fred Di Giacomo

“Omaha: a stripper”, Reed Waller e Kate Worley

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Existe algo em comum entre o seriado “Sex and the City” e as músicas do Chico Buarque? Bom, eu aposto que existe e o quadrinho “Omaha, a stripper” também possui. Sabe o que é? É aquela tal “compreensão da alma feminina” que toda mulher adora. Não à toa, essa HQ tem uma mulher envolvida na sua criação. Sim, ninguém melhor para escrever sobre sexo para mulheres do que uma mulher que não vai ficar só bolando milhares de fantasias para satisfazer homens nerds tarados. Omaha é uma gata(literalmente) criada por Reed Walker, mas cujas histórias são escritas pela sua ex-esposa Kate Worley. Ela vem do interior dos EUA e se tona stripper e modelo para ganhar a vida. Aqui a temperatura é quente, mas sem apelação com bastante espaço pro roteiro e algum romance.

“Giovanna”, Giovanna Casotto

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“Giovanna” é uma coletânea de contos com fantasias femininas estreladas por italianas voluptosas que não lembram em nada as modelos anoréxicas que desfilam nas propagandas e novelas. A autora  (Giovanna Casotto) tira fotos dela mesma – nas mais variadas posições – e depois as usa como molde para suas personagens cheias de curvas. Aviso importante: as ilustrações da senhora Casotto são extremamente explícitas.

“Essa Bunch é um amor”, Aline Kominsky-Crumb

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“Essa Bunch é um amor” não é “só” uma HQ erótica, mas fala bastante de sexo. Em suas histórias autobiográficas, Aline Kominsky-Crumb relembra como perdeu a virgindade sem muito glamour na adolescência, retrata suas aventuras como uma groupie atrás de bandas de rock n’ roll e também confessa uma pulada de cerca quando já era casada com o gênio dos quadrinhos Robert Crumb. Todos os momentos são extremamente sinceros e comuns, registrando a sexualidade feminina sem tabus, mas também sem a tradicional ótica masculina da coisa – onde o único objetivo das personagens ninfomaníacas é satisfazer as taras dos marmanjos sonhadores.

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7 livros para ser uma pessoa melhor

Livros são armas poderosas para tornar o mundo um lugar melhor. Aqui algumas sugestões de leitura para você se sentir melhor também.

1) “O Filho de Mil Homens”, Valter Hugo Mãe (Cosac Naify)

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Crisóstomo tem 40 anos e nunca teve filhos – sua maior tristeza. Sedento por uma família, ele acaba inventando uma com as pessoas que encontra ao seu redor: indivíduos inesperados –  tristes ou abandonados. E acaba provando que isso é tão família quanto todas as outras. Um livro belo e sensível.

2) “Ensaio Sobre a Cegueira”, José Saramago (Companhia das Letras)

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Quando a humanidade inteira (com exceção de uma mulher ) fica cega, aos poucos, todas as regras sociais se esvaem. O que sobra é o pior dos homens: a covardia, o egoísmo, a violência. Às vezes, é preciso ir até o inferno e voltar para se tornar alguém melhor. É o que você vai sentir lendo esse livro.

3) “Abusado”, Caco Barcellos (Record)

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Para escrever sobre os bastidores do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, Barcellos subiu o morro Santa Marta e acompanhou de perto a vida de Juliano VP, pseudônimo de um dos chefes do tráfico local. É uma história dura, cruel – e serve para repensar a vida inteira.

4) A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen“, Eugen Herrigel

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“(…) não se deve envergonhar pelos tiros errados. Da mesma maneira, não deve felicitar-se pelos que se realizam plenamente. O senhor precisa libertar-se desse flutuar entre o prazer e o desprazer. Precisa aprender a sobrepor-se a ele com uma descontraída imparcialidade, alegrando-se como se outra pessoa tivesse feito aqueles disparos. Isso também tem que ser praticado incansavelmente, pois o senhor não imagina a importância que tem.” Atingir o equilíbrio, evitar a busca pelo prazer ou tristeza pela falha, preocupar-se mais com o ato do que com suas conseqüências. Seguir os instintos. “Comer quando se tem vontade de comer e dormir quando se tem vontade de dormir”. Esses são alguns ensinamentos dessa bela introdução à filosofia oriental

5) “Germinal”, Emilé Zola 

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Como um jornalista gonzo do século XIX, Émile Zola passou dois meses vivendo com os mineiros de carvão da França para escrever sua obra-prima, “Germinal”, um relato fiel da dura vida dos carvoeiros e do começo dos movimentos operários. Neste belo trabalho, não existem heróis ou vilãos, tanto burgueses quanto proletários são capazes de ações desprezíveis e veneráveis. Importante para abandonarmos nossa visão maniqueísta de mundo e para enxergarmos com menos preconceito a vida dos que nascem com menos.

6) “1984”, George Orwell (Companhia das Letras)

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A história aterrorizante do funcionário público que tenta se rebelar contra um estado autoritário,, manipulador e violento, liderando por um chefe onisciente e cruel, vai fazer você valorizar o nosso mundo – e vai despertar a sua vontade de lutar contra qualquer tentativa de ditadura ou autoritarismo na vida real.

7) “O Escolhido Foi Você”, Miranda July (Companhia das Letras)

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Quando Miranda July resolveu conhecer de perto a vida das pessoas que anunciam seus bens nos classificados locais, acabou trombando com algo que não esperava: histórias de vida banais, mas tão sinceras e humanas, que fazem com que ela repense sua própria existência. O mesmo vai acontecer com você.

listas

Os 14 melhores começos de livros da História

1) “A Metamorfose”, Franz Kafka (Companhia das Letras)

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“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.

2) “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis (Globo)

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“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mais um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.”

3) “Lolita”, Vladimir Nabokov (Alfaguara)

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“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha alma, meu pecado. Lo-li-ta: a ponta da língua toca em três pontos consecutivos do palato para encostar, ao três, nos dentes. Lo. Li. Ta.”

4) “Coração Tão Branco”, Javier Marias (Companhia de Bolso)

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“Eu não quis saber, mas soube que uma das meninas, quando já não era menina e não fazia muito voltara de sua viagem de lua-de-mel, entrou no banheiro, pôs-se diante do espelho, abriu a blusa, tirou o sutiã e procurou o coração com a ponta da pistola do próprio pai, que estava na sala de almoço com parte da família e três convidados.”

5) “Anna Kariênina”, Leon Tolstoi (Cosac Naify)

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“Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma a sua maneira.”

6) “Macunaíma”, Mário de Andrade 

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“No fundo do Mato-Virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.”

7) “A Bíblia Sagrada”, vários autores

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“No princípio, Deus criou os céus e a terra.”

8) “Moby Dick”, Herman Melville (Cosac Naify)

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“Trate-me por Ishmael. Há alguns anos – não importa quantos ao certo -, tendo pouco ou nenhum dinheiro no bolso, e nada em especial que me interessasse em terra firme, pensei em navegar um pouco e visitar o mundo das águas.”

9) “O Som e a Fúria”, William Faulkner (Cosac Naify)

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“Do outro lado da cerca, pelos espaços entre as flores curvas, eles estavam tacando. Eles foram para o lugar onde estava a bandeira e eu fui seguindo junto à cerca. Luster estava procurando na grama perto da árvore florida. Eles tiraram a bandeira e aí tacaram outra vez. Então puseram a bandeira de novo e foram até a mesa, e ele tacou e o outro tacou. Então eles andaram, e eu fui seguindo junto à cerca. Luster veio da árvore florida e nós seguimos junto à cerca e eles pararam e nós paramos e eu fiquei olhando através da cerca enquanto Luster procurava na grama.”

10) “Grande Sertão: Veredas”, Guimarães Rosa (Nova Fronteira)

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“Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem, não, Deus esteja. Alvejei mira em árvore, no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço; gosto, desde mal em minha mocidade. Daí vieram me chamar. Causa de um bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser-se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram: eu não quis avistar.”

12) “Fim de Partida”, Samuel Beckett (Cosac Naify)

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“Acabou, está acabado, quase acabando, deve estar quase acabando.”

11) “O Tambor”, Günter Grass (Nova Fronteira)

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“Confesso: estou internado num asilo de alienados, o meu enfermeiro observa-me, tem-me quase sempre debaixo de olho; é que na porta há uma vigia e os olhos do meu enfermeiro são de um castanho que não consegue penetrar o azul dos meus.”

13) “Cem Anos de Solidão”, Gabriel García Márquez (Record)

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“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Beundía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”

14) “O Filho de Mil Homens”, Valter Hugo Mãe (Cosac Naify)

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“Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho. Chamava-se Crisóstomo.”

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