Melhor nome de livro de poemas da história: “Alien vs. Predator”, by Michael Robbins

Sério, “Alien vs. Predador” não é o melhor título de livro de poemas que você já ouviu na história?
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Com um título desse não dá pra esperar parnasianismo, lirismo e métrica. Dá até pra você perder seu preconceito com poesia, deixar de achar que é coisa velha e sonolenta. E não é só o nome que é bom, se você manja um pouco de inglês, dá uma olhada aí na poesia título:

Praise this world, Rilke says, the jerk.
We’d stay up all night. Every angel’s
berserk. Hell, if you slit monkeys
for a living, you’d pray to me, too.
I’m not so forgiving. I’m rubber, you’re glue.

That elk is such a dick. He’s a space tree
making a ski and a little foam chiropractor.
I set the controls, I pioneer
the seeding of the ionosphere.
I translate the Bible into velociraptor.

In front of Best Buy, the Tibetans are released,
but where’s the whale on stilts that we were promised
I fight the comets, lick the moon,
pave its lonely streets.
The sandhill cranes make brains look easy.

I go by many names: Buju Banton,
Camel Light, the New York Times.
Point being, rickshaws in Scranton.
I have few legs. I sleep on meat.
I’d eat your bra—point being—in a heartbeat.

Soco no coração, né? Tem na Amazon pra comprar!

um otimo livro que não li

Resenha de “O escolhido foi você”, de Miranda July

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Miranda July estava empacada no roteiro de seu filme O futuro, quando resolveu olhar com atenção para os classificados que vinham junto com o jornalzinho de seu bairro. A cineasta/artista/escritora/performer americana ficou intrigada com os objetos que as pessoas vendiam: uma jaqueta grande de couro por US$ 10, alguns girinos, 50 cartões natalinos, uma coleção de ursinhos carinhosos. Logo, July desistiu do roteiro  e resolveu investigar seus vendedores em busca de inspiração. Descobriu que o dono da jaqueta estava passando por uma mudança de sexo e que os girinos pertenciam a um adolescente desajustado. Mas foi o anunciante dos cartões natalinos – pornográficos, feitos à mão por um senhorzinho octagenário – que marcaria July para sempre: além de ajudá-la a terminar o filme, o velhinho botou a vida da artista em perspectiva. E vai fazer o mesmo com você.
“O escolhido foi você”, de Miranda July, Companhia das Letras.

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Um ótimo livro que não li: “O imperador de todos os males”

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Eis um livro desaconselhado para hipocondríacos. O médico Siddhartha Mukherjee volta milhares de anos no tempo até os primeiros registros do câncer no homem para começar sua biografia (assim, descobre que uma múmia foi encontrada com resquícios de um tumor, assim como especula que uma antiga rainha persa, Atossa, tenha morrido de câncer de mama mesmo depois de um escravo ter lhe cortado os seios fora). Mas a maior parte de O imperador de todos os males (Companhia das Letras) se passa num passado mais recente, do fim do século 19 aos dias de hoje, explicando como os tratamentos contra a doença foram sendo desenvolvidos e como funcionam. Assim, entendi uma verdade cruel: o câncer é quase a consequência natural do envelhecimento – quanto mais idade se tem, mais chance de alguma divisão celular dar errado e virar um tumor. E outra: “o câncer”, na verdade, são dezenas de doenças. Cada tumor age diferente, se espalha diferente e mata de uma forma diferente. E o pior: ainda estamos bem longe de dominá-los.

um otimo livro que não li

 

Um ótimo livro que não li: “Van Gogh – a vida”

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Essa biografia (Companhia das Letras) é uma lindeza: capa dura, mais de mil páginas, fotos das obras de Van Gogh. Li só até a página 150 (o que cobre a infância e o começo da adolescência), e aprendi que o pintor cresceu em uma família muito rígida, muito unida e muito opressiva em uma pequena cidade no sul da Holanda. Desde cedo, Vincent foi reconhecido como ovelha negra  – a mãe não simpatizava com o jeitão de artista. Por isso, quando estava em casa, Van Gogh gostava de dar longos passeios sozinhos no mato para fugir da loucura familiar. E foi justamente nessas voltas que ele primeiro reparou na força da natureza que, anos depois, transformaria em alguns dos quadros mais famosos do mundo. A biografia destrincha à exaustão cada mínimo aspecto da vida do pintor. E tem mais: parece que defende também, quase sem deixar dúvidas, que Van Gogh não cometeu suicídio, mas foi assassinado por um conhecido.  É só ler as 1128 páginas para entender.

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Um ótimo livro que não li: “O efeito Lúcifer”

“O efeito Lúcifer”, Philip Zimbardo
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Em 1971, um estudo de Stanford resolveu analisar a predisposição das pessoas comuns de fazer o mal. Para isso, dividiu arbitrariamente um grupo de universitários em dois e chamou uma parte de “presidiários” e a outra de “carcereiros”. Deixou todos trancados em um porão por dias e observou como aos poucos os carcereiros começaram a subjugar, humilhar e torturar os “presos”. Em 6 dias, o experimento teve de ser interrompido por causa da intensidade das crueldades. E provou: dependendo das circunstâncias, qualquer um pode virar o demônio. Philip Zimbardo, o criador do estudo, virou a maior referência mundial no assunto “maldade” e, neste livro, conta todas as descobertas dessa e de outras pesquisas sobre o assunto.

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