Os 14 melhores começos de livros da História

1) “A Metamorfose”, Franz Kafka (Companhia das Letras)

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“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.

2) “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis (Globo)

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“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mais um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.”

3) “Lolita”, Vladimir Nabokov (Alfaguara)

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“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha alma, meu pecado. Lo-li-ta: a ponta da língua toca em três pontos consecutivos do palato para encostar, ao três, nos dentes. Lo. Li. Ta.”

4) “Coração Tão Branco”, Javier Marias (Companhia de Bolso)

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“Eu não quis saber, mas soube que uma das meninas, quando já não era menina e não fazia muito voltara de sua viagem de lua-de-mel, entrou no banheiro, pôs-se diante do espelho, abriu a blusa, tirou o sutiã e procurou o coração com a ponta da pistola do próprio pai, que estava na sala de almoço com parte da família e três convidados.”

5) “Anna Kariênina”, Leon Tolstoi (Cosac Naify)

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“Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma a sua maneira.”

6) “Macunaíma”, Mário de Andrade 

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“No fundo do Mato-Virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.”

7) “A Bíblia Sagrada”, vários autores

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“No princípio, Deus criou os céus e a terra.”

8) “Moby Dick”, Herman Melville (Cosac Naify)

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“Trate-me por Ishmael. Há alguns anos – não importa quantos ao certo -, tendo pouco ou nenhum dinheiro no bolso, e nada em especial que me interessasse em terra firme, pensei em navegar um pouco e visitar o mundo das águas.”

9) “O Som e a Fúria”, William Faulkner (Cosac Naify)

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“Do outro lado da cerca, pelos espaços entre as flores curvas, eles estavam tacando. Eles foram para o lugar onde estava a bandeira e eu fui seguindo junto à cerca. Luster estava procurando na grama perto da árvore florida. Eles tiraram a bandeira e aí tacaram outra vez. Então puseram a bandeira de novo e foram até a mesa, e ele tacou e o outro tacou. Então eles andaram, e eu fui seguindo junto à cerca. Luster veio da árvore florida e nós seguimos junto à cerca e eles pararam e nós paramos e eu fiquei olhando através da cerca enquanto Luster procurava na grama.”

10) “Grande Sertão: Veredas”, Guimarães Rosa (Nova Fronteira)

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“Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem, não, Deus esteja. Alvejei mira em árvore, no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço; gosto, desde mal em minha mocidade. Daí vieram me chamar. Causa de um bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser-se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram: eu não quis avistar.”

12) “Fim de Partida”, Samuel Beckett (Cosac Naify)

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“Acabou, está acabado, quase acabando, deve estar quase acabando.”

11) “O Tambor”, Günter Grass (Nova Fronteira)

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“Confesso: estou internado num asilo de alienados, o meu enfermeiro observa-me, tem-me quase sempre debaixo de olho; é que na porta há uma vigia e os olhos do meu enfermeiro são de um castanho que não consegue penetrar o azul dos meus.”

13) “Cem Anos de Solidão”, Gabriel García Márquez (Record)

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“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Beundía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”

14) “O Filho de Mil Homens”, Valter Hugo Mãe (Cosac Naify)

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“Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho. Chamava-se Crisóstomo.”

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