“Relato de um Náufrago” – um livro de Gabriel García Márquez (1927 – 2014)

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Gabriel García Márquez morreu hoje. Provavelmente, seu melhor livro é o unânime “100 anos de solidão”, mas guardo especial carinho pela reportagem “Relato de um Náufrago”, que o Gabo jornalista escreveu sobre um marinheiro que passou 10 dias perdidos no mar, após o naufrágio de um navio cheio de contrabando. Uma espécie de “Vida de Pi” real. Foi minha avó materna que me emprestou o livro e o recomendou. Ela já tinha mais de 80 anos nessa época e eu era um dos seus netos mais novos, filho da sétima filha de oito irmãos. Foi um dos momentos de maior intimidade/troca que eu tive com ela. Uma das boas memórias que guardo da nossa relação e uma das leituras (como “O Anjo Pornográfico”) que me jogaram de cabeça nesse negócio de jornalismo. Gabriel García Marquéz morreu hoje como um dia morreu minha avó e como todos vamos morrer. Sou agradecido por ele ter deixado por seu caminho livros que mudam vidas, engravidam a memória e unem pessoas.

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Livrarias e bibliotecas de Bogotá

A Colômbia consegue a incrível façanha de ter um nível de leitura ainda mais baixo do que o do Brasil (a média é de 2,2 livros lidos ao ano por habitante, enquanto que aqui estamos com 4, segundo a Unesco). Mas isso não quer dizer que não existam alguns bons cantinhos literários por lá. Em Bogotá, estive em dois.

O Centro Cultural Gabriel García Marquez:

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E a linda biblioteca pública Luis Ángel Arango:

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A biblioteca é imensa, gratuita, e ainda tem um terraço com vista para os Andes. Estes dias, anda tendo por lá uma exposição de jovens ilustradores colombianos. Olha só:

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Os livros que li em 2012, por Karin Hueck

Chega fim de ano, dá aquela vontade louca de fazer listas. E eis a minha dos livros que li em 2012. Separei-os por notas, com alguns comentários ao lado.

5 estrelinhas:

Ficou faltando o da Hannah Arendt, talvez o meu favorito de todos.

Ficou faltando o da Hannah Arendt, talvez o meu favorito de todos.

“Crônica de uma morte anunciada”, Gabriel García Márquez
“Do amor e outros demônios”, Gabriel García Márquez
“Eichmann em Jerusalem – um relato sobre a banalidade do mal”, Hannah Arendt
“Maus”, Art Spiegelman (ok, é uma HQ, me deixa)
“Memórias póstumas de Brás Cubas”, Machadão
“O livro dos abraços”, Eduardo Galeano
“Precisamos falar sobre Kevin”, Lionel Shriver

4 estrelinhas:

Ulysses, lá em cima. Quem entendeu, me explica?

Ulysses, lá em cima. Quem entendeu me explica.

“As armas secretas”, Julio Cortázar
“As entrevistas da Paris Review”, vários
“Canções para ninar adultos”, Fred Di Giacomo a.k.a. “The Husband” & sócio do “3 livros sobre…”
“Carcereiros”, Dráuzio Varella
“Coração tão branco”, Javier Marías
“Crash”, Alexandre Versignassi
“Fragmentos de um discurso amoroso”, Roland Barthes
“Game of thrones – a storm os swords”, George R. R. Martin
“Liebesgeschichten” (Histórias de amor), Anton Tchekov
“Medo de Sade”, Bernardo Carvalho
“O complexo de Portnoy”, Philip Roth
“O filho de mil homens”, Valter Hugo Mãe
“O grande Gatsby”, F. Scott Fitzgerald
“O livro dos seres imaginários”, Jorge Luis Borges
“O olho”, Vladimir Nabokov
“Otelo”, Shakespeare
“Ulysses”, James Joyce (não entendi o suficiente pra dar os 5 coraçõezinhos)

3 estrelinhas:

1Q84, ambaixo de tudo. Começa bem, termina meio calabresa, meio quatro queijos.

1Q84. Começa bem, termina nhé.

“1q84”, Haruki Murakami (começa 4 estrelinhas, termina 2)
“A arte de viajar”, Alain de Botton
“As correções”, Jonathan Franzen
“Bartleby, o escrivão”, Herman Melville
“Bonsai”, Alejandro Zambra
“Der Richter und sein Henker” (The judge and his hangman), Friedrich Dürrenmatt
“Ficções”, Jorge Luis Borges (outro que eu não entendi)
“Infância”, Górki (acho que hoje eu daria 4 estrelinhas)
“Mensagem”, Fernando Pessoa
“Miguel e os demônios”, Lourenço Mutarelli
“Ninguém escreve ao coronel”, Gabriel García Márquez (andei meio obcecada nele)
“O quinze”, Rachel de Queiroz
“Órfãos do Eldorado”, Milton Hatoum
“Os cus de Judas”, António Lobo Antunes
“Pinóquio”, Carlo Collodi
“Razão e sensibilidade”, Jane Austen
“Relato de um náufrago”, Gabriel García Márquez

2 estrelinhas:

Não sei dar nota baixa?

Não sei dar nota baixa?

“Castillos de cartón”, Almudena Grandes
“Do que eu falo quando falo de corrida”, Haruki Murakami (ele fala de corrida. só.)
“Os imperfeccionistas”, Tom Rachman

1 estrelinha:

ZERO estrelinhas:
“50 tons de cinza”, E. L. James (consegue ser pior do que a fama)
“Guia politicamente incorreto da filosofia”, Luis Felipe Pondé

Dá pra ver todas as capas dos livros no meu pinterest, a rede social falida que eu amo.

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