Leia: os livros podem te salvar :-D

Hoje o post do Glück Project é sobre uma coisa que os leitores do 3 LIVROS SOBRE amam: leitura. Sim, o projeto que investiga a felicidade dedicou um belo artigo para refletir sobre o amor pela  literatura e a importância de ler. Como diz o texto: livros podem salvar sua vida. Veja um trechinho:

pb-120701-india-cannon.photoblog900

Cientificamente, já se provou que ler faz muito bem para o ser humano. A leitura retarda suas chances de desenvolver Alzheimeir, melhora sua memória, reduz o estresse e combate a depressão. Mais que isso: ler te ajuda a escrever melhor, aguça o pensamento analítico e aumenta seu conhecimento. E você pode perder sua casa, seu dinheiro e sua família, mas nunca ninguém poderá tirar seu conhecimento. (A não ser que te façam uma lobotomia, é claro.)” (…)

“A Tatiane de Assis, leitora do Glück, nos mandou uma belíssima entrevista com o cineasta Cristiano Burlan – que foi criado na periferia de São Paulo e teve diversos membros de sua família assassinados ao longo de uma vida dura. Entre a pobreza, a marginalidade e a violência; o que mais me impressionou na entrevista de Cristiano foi seu amor pela literatura e as artes. Como a literatura salvou sua vida de um fim trágico.Aliás, arte e cultura têm operado milagres e salvado muita gente de uma morte violenta, como bem lembrou o cantor Criolo. Tem salvado tantas almas quanto as igrejas espalhadas pelo mundo. Mas a literatura não serve de apoio apenas aos marginalizados. Ela ajuda executivos a subirem em suas carreiras, viajantes a conhecerem o globo, apaixonados a fazerem declarações bonitas e deprimidos a enxergarem algum sentido no labirinto da existência.” (…)

qualquer bobagem
Leia o texto completo aqui!

Nesta quinta-feira (04/07) tem lançamento do livro infantil “Haicais Animais” de Fred Di Giacomo e Vanessa Prezoto

lancamento-haicais-animais-fred-giacomo
Pensando em dar um presente para os seu filhos ou outras crianças queridas neste semestre? Que tal um livro?

Dia 04 de julho tem lançamento do colorido “Haicais Animais” na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, em Pinheiros, São Paulo. “Haicais Animais” é um livro que ensina sobre o mundo animal  – através de belas ilustrações de Vanessa Prezoto e dos textos divertidos de Fred Di Giacomo – um dos blogueiros deste 3 LIVROS SOBRE.haicais-animais

O que são haicais?
Haicais são um tipo de poesia japonesa de três linhas e, na versão de Fred, cada poeminha conta uma curiosidade sobre o mundo animal e o primeiro verso sempre rima com o terceiro.
Uma das grandes inspirações de Fred para esse estilo foi o poeta curitibano Paulo Leminski.

O livro já está a venda nas melhores livrarias e também pode ser comprado online. 🙂

Mais informações: http://www.facebook.com/events/264451047028345/?fref=ts

 

qualquer bobagem

Resenhas de livros clássicos: “O retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde

Esse texto foi originalmente postado por mim mesmo no site Punk Brega.

Oscar-Wilde-escritor

Oscar Wilde (1854-1900) foi pouco empolgada. Era a obra mais feminina que eu já lera. E era escrita por um homem. Justo eu, acostumado ao excesso de testosterona exalado por Bukowski, Pedro Juan Gutiérrez e Henry Miller. Eu que já havia lido autores homossexuais, mas homossexuais libertários ou marginais, capazes de versos viris como os de Allen Ginsberg e Walt Whitman. E das mulheres, que vergonha, lera alguns poucos livros de Anaïs Nin, Rachel de Queiroz e Clarice Lispector. Sou um machista? Um cara fechado em literatura branca/heterossexual/ocidental? Talvez…

E lá, dessa caverna de ogros, me deparo com o parágrafo de abertura:

O ateliê estava repleto de odor substancioso das rosas, e quando a brisa de verão agitou-se por entre as árvores do jardim, entoou, pela porta aberta, o aroma acentuado do lilás, ou o perfume mais delicado do pilriteiro rosáceo”.

E, então, por trás da afetação dos personagens e das frases polidas com precisão por Wilde, se revela a alma de uma juventude narcisista, hedonista, fútil. “Não há nada que você, com sua extraordinária beleza, não possa fazer”. Quem aconselha é o experiente dândi Henry Wotton, apresentado ao jovem Dorian Gray – dono de uma beleza extraordinária, que hipnotiza todos que o conhecem – pelo pintor Basil Hallward. É Basil quem fará o retrato de Gray que, magicamente, passará a envelhecer no lugar de seu modelo. O tempo corre, mas o jovem – obcecado em sua busca por prazer – seguirá belíssimo e todos seus (muitos) pecados ficarão impressos apenas na tela pintada por Hallward. (Essa tela, terá papel semelhante à consciência deixada por Macunaíma na beira de um rio, na famosa rapsódia escrita por Mário de Andrade.)

retrato-dorian-gray-capa-livro

Calma, esse livro foi escrito quando? 1889? Mas ele parece falar direto à geração “colírios”, aos metrossexuais e aos emos. Aos playboys filhos de donos de grandes empresas de comunicação (RBS) e aos goleiros Brunos da vida. Uma pessoa extremamente bela está acima do bem e do mal? A morte de “seres menores” deve aborrecê-la? Quem são os deuses que habitam um mundo superior, o Olimpo das celebridades, as festas da alta sociedade e que observam intrigados a pequenez da escória (Que inclui eu que sou torto, você que é pobre e ela que é gorda.) Mas Henry e Dorian pedem: “E, por favor, não converse assuntos sérios. Nada é sério, hoje em dia. Não deveria sê-lo, ao menos”

“O retrato de Dorian Gray” está longe de ser simples crítica social ou moral. Nem tão pouco é um elogio ao esteticismo defendido duante anos por Oscar Wilde – ele mesmo visto como figura excêntrica, envolvido em escândalos que condenavam sua homossexualidade e seu relacionamento com jovens ingleses. Este livro tem a qualidade das grandes obras de arte que conseguem tratar diversos temas universais e ainda falar direto ao âmago do leitor. É uma profunda reflexão sobre valor da arte e a produção artística. Sobre o belo, sobre o narcisismo e sobre uma juventude que parece não ter envelhecido em nada mais de um século depois.

“Muitas pessoas faliram por ter investido na prosa da vida. É uma honra arruinar-se por causa da poesia.” Oscar Wilde, “O Retrato de Dorian Gray”

resenhas

As comparações de Lobo Antunes

Li recentemente “Os cus de Judas” (Alfaguara), de Lobo Antunes e, olha, taí um português que gosta de fazer comparções. Várias são bem originais. Grifei algumas e fiz uma listinha com as favoritas.

cus-de-judas

  1. “…e a pequena vesga do strip-tease a despir-se no palco no mesmo alheamento cansado com que uma cobra velha muda de pele.” (pág. 27)
  2. “…todos nós seremos gordos, gordos, gordos e tranquilos como gatos capados à espera da morte nas matinées do Odeón.” (pág. 31)
  3. “…mulher aparentada a um imenso glúteo rolante em que mesmo as bochechas possuíam qualquer coisa de anal e o nariz se aparentava a inchaço incómodo de hemorroida,…” (pág. 39)
  4. “Gosto dos seus gestos, assim automáticos e lentos como os das figuras dos relógios prosseguindo o seu trajectozinho obstinado,…” (pág. 41)
  5. “As órbitas do tocadores aparentavam-se a ovos cozidos fosforecentes, sem pupila,…” (pág. 46)
  6. “…retratos guardados no fundo das malas sob a cama, vestígios pré-históricos a partir dos quais poderíamos conceber, como os biólogos examinando uma falange, o esqueleto monstruoso da nossa amargura” (pág. 50)
  7. “…as mulheres com quem me não deitaria ofereceriam a outros as coxas afastadas de rãs de aulas de ciências naturais.” (pág. 51)
  8. “…com as rugas que se acumulavam em torno das pálpebras, à maneira dos vincos concêntricos de areia dos jardins japoneses;…” (pág. 79)
  9. “Lisboa, mesmo a esta hora, é uma cidade tão desprovida de mistério como uma praia de nudistas,…”, (pág. 105)
  10. “…em quartos de hotel impessoais como expressões de psicanalistas,…” (pág. 108)
  11. “… a nossa presença apagava-se dos compartimentos que habitáramos, do mesmo modo que nos apressamos a lavar os dedos depois de apertar uma mão desagradável ou oleosa.” (pág. 118)
  12. “…principiei a amar essas tintas horríveis das paredes e essa ausência de móveis do mesmo modo que se gosta de um filho corcunda ou de uma mulher com mau hálito…”, (pág. 121)
  13. “…somos como dois judocas que se teme o suficiente para na se ferirem, e inventam, quando muito, falsos golpes inofensivos que se detêm a meio do trajecto,…” (pág. 139)
  14. “…penetrarei em si, percebe, como um cachorro humilde e sarnento num vão de escada para tentar dormir, procurando um aconchego impossível na madeira dura dos degraus.” (pág. 164)
  15. “…o seu rosto, de olhos fechado e de boca aberta, assemelhou-se por instantes ao das velhas que comungavam nas igrejas da minha infância, velhas de dentadura solta, arfando, de língua de fora, pelo círculo branco da hóstia.” (pág. 180)

O livro, é claro, trata da experiência de Lobo Antunes como médico de guerra em Angola, entre em 1971 e 1973, nas lutas de independência. Os relatos das feridas de batalhas são de partir o coração. A guerra civil que seguiu a libertação durou até 2002.

guerra-civil-angola

Resquícios da guerra civil angolana, em 2003. Foto de Denis Doyle.

 

 

 

frases para pendurar na parede

 

 

As melhores capas de livro – da nossa estante (Parte 2)

Sei que estão todos muito ansiosos pela continuação do post de ontem, então, para a alegria geral, eis as últimas capas.

Ilustrações

van-gogh
Bem, se você pode usar Van Gogh como ilustrador da sua edição, não tem como dar muito errado.

maquina-fazer-espanhois
Um livro lindo por dentro e por fora. Quem achar os urubus ganha uma bala.

receberia-piores-noticias-lindos-labios
Aqui fica difícil escolher o que é mais bonito, se é a capa ou o título. (Fico com o título, vai)

pinoquio
Capinha extra charmosa, título em OURO, ilustrações imitando o estilo da época. Alegoria e adereço: nota dez.

proust-neurocientista
Tipografia descolada, ilustra esperta.

irmãos-grimm
Já mostrei como o livro é belo aqui, mas não custa repetir. Cada volume é de uma cor, fonte e papel inclusive. E ainda tem essas ilustrinhas de cordel. Um amor.

irresistible-fairy-tale
Seguindo a linha contos de fada, uma capa que poderia ter sido desenhada por uma criança (talentosa, ok). Gosto que as coisas são meio feias aqui.

20-mil-leguas-submarinas
De capa dura…

20-mil-leguas-submarinas2
…e todo ilustrado por dentro. Julio Verne ficaria orgulhoso.

Livros que comprei pela capa

Adoro fazer essas coisas. Eis os favoritos:

schmetterlingssammler

de-repente-profundezas-bosque
O meu critério de beleza: coisas coloridas.

E é isso!

listas

 

 

 

As melhores capas de livro – da nossa estante (Parte 1)

Inspirada no último post sobre as melhores capas de livro de 2012, resolvi escolher as mais belas também – só que da nossa estante. Essa lista bem que poderia se chamar prêmio Cosac Naify de belezura de edição, mas tentei ser ECLÉTICA. Escolhi várias editoras, vários estilos, vários tipos de beleza. Lá vão

Patterns

virginia-woolf

Ok, comecei com um da Cosac. E ok, comecei com patterns (adoro patterns, vide o fundo desse blog). Mas todos dessa coleção de mulheres escritoras são lindos. Aqui em casa temos esse e os dois da Gertrude Stein.

dom-quixote
Essa coleção que a Abril copiou da Penguin é de chorar. Amo tanto que virou decoração no nosso casamento. Ó que lindeza:

casamento-karin-fred
Momento arquivo confidencial.

Tipográficos

fera-na-selva
Por fora, uma capa sem gracinha…

fera-na-selva2
Por dentro, um projeto gráfico de ler ajoelhado: as páginas vão ficando escuras à medida que a história fica tensa. Começa preto no branco, termina branco no preto.

handy
Gosto do ipsilone em cima de tudo, da linha fina torta. Acho esperta.

senhor-eliot-conferencias
Uma ilustração, você diz? Olha só do que é feita a cara do sr. Eliot.

everything-is-illuminated
O livro está em inglês, mas a versão em português manteve a tipografia, bem bela.

suplicio-papai-noel
Esses pontinho vermelhos na verdade são acentos, vírgulas, parênteses, exclamações. Todas do livro estão assim aliás.

suplicio-papai-noel2
Gracinha, né? Cosac manda beijo.

Fotográficos

lolita
Um dos meus livros favoritos, numa edição pueril e sensual. <3

amor-sem-fim
É um pássaro? Um avião? Um balão? Uma foto? Uma ilustração? Tanto faz, é bonito e chamei de foto.

ligeiramente-fora-foco
Que coincidência. A foto do livro também ficou ligeiramente fora de foco.

Por hoje, é só. Infelizmente, acabei com a banda do planeta fazendo um post tão grande. Amanhã continuo com as mais belas capas ilustradas.

listas

Os livros que li em 2012, por Karin Hueck

Chega fim de ano, dá aquela vontade louca de fazer listas. E eis a minha dos livros que li em 2012. Separei-os por notas, com alguns comentários ao lado.

5 estrelinhas:

Ficou faltando o da Hannah Arendt, talvez o meu favorito de todos.

Ficou faltando o da Hannah Arendt, talvez o meu favorito de todos.

“Crônica de uma morte anunciada”, Gabriel García Márquez
“Do amor e outros demônios”, Gabriel García Márquez
“Eichmann em Jerusalem – um relato sobre a banalidade do mal”, Hannah Arendt
“Maus”, Art Spiegelman (ok, é uma HQ, me deixa)
“Memórias póstumas de Brás Cubas”, Machadão
“O livro dos abraços”, Eduardo Galeano
“Precisamos falar sobre Kevin”, Lionel Shriver

4 estrelinhas:

Ulysses, lá em cima. Quem entendeu, me explica?

Ulysses, lá em cima. Quem entendeu me explica.

“As armas secretas”, Julio Cortázar
“As entrevistas da Paris Review”, vários
“Canções para ninar adultos”, Fred Di Giacomo a.k.a. “The Husband” & sócio do “3 livros sobre…”
“Carcereiros”, Dráuzio Varella
“Coração tão branco”, Javier Marías
“Crash”, Alexandre Versignassi
“Fragmentos de um discurso amoroso”, Roland Barthes
“Game of thrones – a storm os swords”, George R. R. Martin
“Liebesgeschichten” (Histórias de amor), Anton Tchekov
“Medo de Sade”, Bernardo Carvalho
“O complexo de Portnoy”, Philip Roth
“O filho de mil homens”, Valter Hugo Mãe
“O grande Gatsby”, F. Scott Fitzgerald
“O livro dos seres imaginários”, Jorge Luis Borges
“O olho”, Vladimir Nabokov
“Otelo”, Shakespeare
“Ulysses”, James Joyce (não entendi o suficiente pra dar os 5 coraçõezinhos)

3 estrelinhas:

1Q84, ambaixo de tudo. Começa bem, termina meio calabresa, meio quatro queijos.

1Q84. Começa bem, termina nhé.

“1q84”, Haruki Murakami (começa 4 estrelinhas, termina 2)
“A arte de viajar”, Alain de Botton
“As correções”, Jonathan Franzen
“Bartleby, o escrivão”, Herman Melville
“Bonsai”, Alejandro Zambra
“Der Richter und sein Henker” (The judge and his hangman), Friedrich Dürrenmatt
“Ficções”, Jorge Luis Borges (outro que eu não entendi)
“Infância”, Górki (acho que hoje eu daria 4 estrelinhas)
“Mensagem”, Fernando Pessoa
“Miguel e os demônios”, Lourenço Mutarelli
“Ninguém escreve ao coronel”, Gabriel García Márquez (andei meio obcecada nele)
“O quinze”, Rachel de Queiroz
“Órfãos do Eldorado”, Milton Hatoum
“Os cus de Judas”, António Lobo Antunes
“Pinóquio”, Carlo Collodi
“Razão e sensibilidade”, Jane Austen
“Relato de um náufrago”, Gabriel García Márquez

2 estrelinhas:

Não sei dar nota baixa?

Não sei dar nota baixa?

“Castillos de cartón”, Almudena Grandes
“Do que eu falo quando falo de corrida”, Haruki Murakami (ele fala de corrida. só.)
“Os imperfeccionistas”, Tom Rachman

1 estrelinha:

ZERO estrelinhas:
“50 tons de cinza”, E. L. James (consegue ser pior do que a fama)
“Guia politicamente incorreto da filosofia”, Luis Felipe Pondé

Dá pra ver todas as capas dos livros no meu pinterest, a rede social falida que eu amo.

listas

Natal é tempo de… livros!

Papai Noel foi generoso este ano. Para 2013, desejo uma estante maior.

 

natal-karin-fred2

1) “O clube do suicídio”, Robert Louis Stevenson (Cosac Naify)
2) “Jerusalém”, Gonçalo M. Tavares (Companhia das Letras)
3) “Blues”, Robert Crumb (Conrad)
4) “Diomedes”, Lourenço Mutarelli,  (Companhia das Letras)
5) “Street art”, não achei o autor
6) “Simbá, o marujo”, Stela Barbieri e Fernando Vilela  (Cosac Naify)

1, 3, 4 e 5 são presentes do Fred (ah vá). Os 2 e 6 são meus. E é isso, feliz natal!

book-porn

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...